Vivemos num mundo no qual a informação parece devorar-nos, nos consume e faz que nossa mente perca a noção do que é urgente o importante. Nos últimos 30 dias a Copa do mundo de futebol, seus resultados e jogadores passaram de um primeiro lugar a quase desaparecer. O que parecia o mais importante, agora está numa gaveta de nossa memória que somente se abrirá nos dias anteriores à próxima Copa de 2014. As noticias que vem a minha mente das últimas semanas: caso Bruno; eleições; bala perdida mata um aluno no meio da aula de matemática; uma procuradora da República manda ao Presidente “fechar a boca”; o PT tem relações com as “FARC” colombianas; resultados do ENEM; etc., etc. Qual é o tema do momento? Sobre que tema minha crónica deve falar? Que é o importante, em meio de tantas notícias urgentes? A educação? As páginas policiais? A política? De acordo com os cientistas o mundo está caminhando para sua destruição, o melhor dizendo, o homem está levando o mundo para o desastre. E que fazemos? Mergulhamos no tsunami das informações, como avestruzes, escondendo a cabeça, mas deixando nosso corpo fora do marasmo das notícias. Muita informação, pouco conhecimento. O jornal da manhã nos traz novidades antigas do telejornal da noite anterior, mas com mais detalhes sobre acontecimentos que à noite já terão passado. Perdemos tempo com detalhes de assuntos que poucos dias depois já ninguém recordará. Nos meus tempos de vendedor me contaram uma estória, que não sei se era verdadeira ou não, no entanto na época impressionou-me. O Presidente da Chrysler contratou um consultor para que lhe organiza-se seu tempo. O individuo passou um dia vendo o trabalho do executivo e ao final lhe deu a seguinte recomendação: “O primeiro que deve fazer no início do dia é uma lista das tarefas a fazer por ordem de importância, não de urgência. Inicie pelo número um e não pare até finalizá-la, somente depois passe ao número dois. Faça isto durante uma semana e depois envie-me um cheque pelo valor que acredite tenha meu conselho.” O executivo assim o fez, meio desconfiado no início, porém com o passar dos dias observou que a lista ia ficando menor. Ao cabo de uma semana seu problema de gerenciamento do tempo tinha terminado, à medida que resolvia o que era importante, as “coisas urgentes” que estavam no fim da lista se resolviam sozinhas. Enviou um cheque de U$ 25.000,00, e vejam que isto foi na década de 70. Era muito dinheiro. Quem sabe não devemos fazer o mesmo com as notícias. Anotá-las pela ordem de importância e não pela sua urgência, assim aprenderíamos a ler as notícias e dá-lhes seu verdadeiro valor. Ler ou ouvir notícias corretamente é como tomar decisões. Nossa mente estará ocupada com o que considerarmos importante, mas quem determina isto somos nós, não os outros. Acredito que os meios de comunicação querem nos convencer que o que eles dizem é urgente e em consequência importante para nossas vidas, mas devemos aprender a ler e ouvir, para que possamos resolver aquilo que é realmente importante para nossas vidas. Boa Semana |