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01/06/2010

Todos os meses, me descubro pensando em dinheiro. Geralmente no que falta e não no que está sobrando. Porém, também aprendi que não devemos perder muito tempo pensando no dinheiro, mas sim em formas de encontrá-lo. É impressionante a capacidade que tem para sumir, de desaparecer.

Nestes momentos de falta, tenho percebido que nunca perdi tempo pensando no que sobra, sempre faço cálculos do que seria ganhar muito dinheiro e me pergunto se o que ganho é muito pouco.

Então, vamos por partes. O que é ganhar muito ou pouco? Por que pessoas milionárias ficam pobres? Como se consegue viver com pouco dinheiro?

Creio que aqui estamos com um problema semântico, em verdade não se ganha muito ou pouco, se ganha o suficiente ou não. Por quê?

As realidades, os sonhos, as capacidades de desejar, as ambições, são os determinantes do que é suficiente ou não.

Sempre lembro os conselhos da minha avó Elvira:

- Filho, viva com a metade daquilo que ganhe e guarde o resto para as épocas difíceis.

A verdade é que nunca segui esse conselho, pelo contrário, acredito que sempre gastei mais do que ganhei por isso é que sempre tenho pouco dinheiro, porque ao gastar mais do que se ganha se pagam mais juros, mais empréstimos, mais cartões de crédito, mais prestações. Então quando tentamos ver o que sobra, vemos que sempre falta. Deu para entender?

Cheguei à conclusão que é um problema de respeito. Alguns respeitam o dinheiro, outros não. Alguns adoram o dinheiro, outros o veem como um instrumento ou um meio e por incrível que pareça há pessoas que sentem medo.

De certa maneira o dinheiro é um espelho, que reflete quem somos. Há pessoas que guardam tudo o que podem e quando podem gastá-lo já é tarde, outros o gastam antes de tê-lo para desfrutar das coisas antes de tê-las.

No mundo tem os que seguem o ditado: “O dinheiro move o mundo”, em contrapartida aos que estão convencidos que é o amor o verdadeiro motor.

Muitos podem até matar por dinheiro, outros o dão aos necessitados.

O dinheiro em realidade nos mostra a dicotomia na que vivem os humanos. O dinheiro pode mostrar o melhor e o pior do ser humano, assim como qualquer outro instrumento. Um martelo pode servir para construir ou para matar.

O dinheiro não representa o mal ou o bem, é somente um meio para que nos mostremos tal como somos. É o espelho no qual nos vemos e nos veem tal como somos.

Na vida escolhemos quem vai comandar nosso destino. Alguns escolhem o dinheiro, outros o amor, poucos a verdade e alguns escolhidos optam por usá-lo como uma ferramenta para construir a felicidade de todos.

E você, amigo leitor: Que relação tem com o dinheiro?

Boa semana.

 
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