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Rio, terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Um olho na Copa e o outro na Política

Enfim, a Copa começou para o Brasil. Nossa seleção estreou contra a Croácia no mesmo padrão das outras seleções favoritas à conquista do título: sem nenhuma novidade tática ou atuação convincente. Obtivemos uma vitória magra, 1x0, graças ao brilho individual de Kaká e a excelente atuação do goleiro Dida e da zaga brasileira, que evitaram que o batuque do Olodum no Pelourinho, evocado por Galvão Bueno durante a transmissão da Globo, não desafinasse. Foi por um fio, mas passamos pelo primeiro adversário, jogando a “La Parreira”: sem emoção.

Além de torcer por um desempenho melhor da seleção nos próximos jogos, vou torcer também para que os colegas da Globo e de outras emissoras que estão na Alemanha, baixem um pouco a bola e não queiram passar para os brasileiros que aqui ficaram, que nós somos os maiores, os donos da festa, os mais criativos, animados, simpáticos e que o mundo nos admira. Quanto exagero! Os gringos, na verdade, se divertem mais com a gente do que nos admiram. Pagar mico é com a gente mesmo. Essa é uma triste realidade.

Felizmente agora com a sucessão de jogos, a imprensa não terá tempo para produzir aquelas matérias chatas, que terminam sempre louvando o Brasil e o brasileiro. Já não estava dando mais para agüentar o texto meloso do BBB Bial e o sorriso forçado da simpática Fátima Bernardes, desconfortável na função de ancora do enorme elenco de repórteres, que tentam tirar leite de pedra nas entrevistas que realizam com os jogadores. Daí a bolha do Ronaldo, o shampoo do cabelo do Ronaldinho, a fé do Zagallo, a oração predileta do Kaká e a salsicha alemã servida com a bandeirinha brasileira. Sem falar nas enfadonhas transmissões dos jogos com Galvão Bueno, Casagrande, Falcão e Arnaldo Regra Clara Coelho. Para encarar esse time, o telespectador só tem duas saídas: ou enche a cara de cerveja para acordar só no fim dos jogos ou tira o som da TV. Sem ter nenhuma pretensão em me transformar em um comentarista esportivo, durante a Copa vou ficar de olho na seleção, comentando modestamente seu desempenho nos jogos como um torcedor equilibrado. Afinal, eu sou botafoguense.

Que bom que nós nascemos com dois olhos. Assim, eu poderei manter um ligado na Copa e o outro nos políticos, que conseguem se livrar de qualquer marcação cerrada. Estão enganados os que pensam que a classe política vai nos dar tréguas durante a Copa. Ela é incorrigível. Vai encontrar tempo entre um jogo e outro para produzir aberrações, como continuar empurrando com a barriga o julgamento do mensaleiro-mor, deputado José Janene, que só vai acontecer no final dessa legislatura, não permitir que seja instalada a CPI dos Sanguessugas da Saúde e aprovar, na calada da noite, mais um aumento de salário para os próprios, craques que são em legislar em causa própria.

A atual classe política brasileira é capaz de tudo, especialmente quando surgem oportunidades como agora em que a população está em êxtase. Vamos torcer e comemorar as vitórias da nossa seleção sem perder o senso crítico, nesse ano tão importante para o país. Depois da Copa, virão as eleições: a verdadeira oportunidade de passarmos nosso país a limpo. Com o voto consciente, nós vamos marcar o gol que dará vitória à democracia e à ética, nos fazendo voltar a ter fé nas instituições e a resgatar o caráter nobre da atividade política. O Brasil tem que sair vitorioso principalmente nesse campo.

RODA VIVA

A candidata do PSOL á Presidência da República, senadora Heloisa Helena, bateu um bolão com os entrevistadores do programa Roda Viva. O melhor e mais fiel comentário sobre o programa, entre os poucos divulgados na mídia, foi o da colunista Tereza Cruvinel. “A candidata do PSOL defendeu pontos de vista que ajudarão os eleitores a decifrá-la. Agrada os cativos com sua violência verbal, tão contrastante com sua ternura nas relações pessoais. Defende o socialismo para um futuro distante. Presidente, faria reformas para tornar o capitalismo ma

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Despertar para a Vida
A Secretaria Municipal de Educação de Itatiaia, através das palestras proferidas pela Profa. Rosaly Azevedo, vem capacitando os diversos segmentos do funcionalismo público municipal, com o objetivo de melhorar o ambiente de trabalho, com reflexos no melhor desempenho da máquina administrativa. Outro projeto interessante implementado pela Secretaria Municipal de Educação, cujo titular é o Prof. Amarildo Veiga Ferri, intitula-se “Despertar para a Vida” que tem como foco os alunos da rede municipal. O projeto pretende preparar os alunos para o mercado de trabalho, cada vez mais competitivo, e para os desafios que vida proporciona.
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Reviravolta: Prefeito de Resende é confirmado no cargo
O Prefeito de Resende, Silvio de Carvalho (PMDB), foi confirmado no cargo em julgamento realizado, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ontem no Rio de Janeiro. Por quatro votos a favor e dois contra, os juízes do TRE derrubaram a sentença que determinava a cassação e inelegibilidade de Silvio Carvalho e seu vice, Paulo Cardoso (PL) até 2007.

Superado o problema jurídico, implantada a reforma administrativa, o Prefeito Silvio de Carvalho vai poder governar em paz, livre do fantasma da cassação.

Foi uma vitória também da população de Resende, que atônita acompanhava o andamento do processo que estava paralisando a cidade, apesar do esforço do Prefeito e sua equipe em manter a máquina administrativa funcionando.

O Prefeito Silvio de Carvalho disse que nuca deixou de acreditar na Justiça e afirmou ainda que sempre se manteve confiante na vitória.

- Não cometemos nenhum crime ou irregularidade eleitoral, pois estivemos à frente na aceitação popular, durante toda a campanha eleitoral. Posso provar por meio de pesquisas que atestam minha liderança – desabafou Silvio de Carvalho

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Prefeito de Rezende vai renunciar
O atual Prefeito de Resende, Silvio de Carvalho (PMDB), segundo um dos seus assessores, está decidido a renunciar ao cargo. Silvio de Carvalho foi cassado pelo TRE/RJ acusado de participar de cerimônia de inauguração patrocinada pela Governadora Rosinha Garotinho, durante a campanha eleitoral de 2004. Silvio Carvalho recorreu, mas sua situação é muito complicada. Para não ficar inelegível, o Prefeito e seu vice devem renunciar nos próximos dias, passando o cargo ao Presidente da Câmara de Resende, Alcides de Carli (PL), que passará o cargo ao candidato derrotado nas urnas, Noel de Oliveira (PDT).
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