A educação pública vai de mal a pior. No Enem 2009, 97,8% dos colégios reprovados são de responsabilidade dos governos. O desempenho do Estado do Rio de Janeiro no Enem de 2009 é vergonhoso. Das 10 melhores escolas do Estado, apenas uma é estadual. Entre as 10 piores, lidera uma municipal, de Macaé, e as outras são estaduais. Entre os 92 municípios do Estado, não há um que se destaque. Como explicar o fato de o principal responsável pelo desempenho medíocre do Estado do Rio no Enem 2009, o governador Sérgio Cabral (PMDB), ser candidato à reeleição e contar com o apoio de 91 dos 92 prefeitos do Estado, que dividem com o ele a responsabilidade por este caos? Simples: a educação não faz parte das prioridades dos gestores públicos. Nos palanques, eles fazem promessas para o setor que não se concretizam. No poder, podem agir para mudar, mas não agem. Resultado: por conta da insensibilidade oficial, o futuro dos jovens fica comprometido. Os recursos que não foram investidos no devido tempo à educação, mais adiante serão destinados ao combate à violência. E assim, o gato continua correndo atrás do rabo. Na educação, um detalhe passa despercebido dos gestores públicos, preocupados apenas em se perpetuarem no poder: a defasagem salarial dos professores, especialmente os do ensino fundamental e médio. Desmotivados, eles buscam alternativas, dividindo o seu precioso tempo, que deveria ser dedicado exclusivamente ao nobre ofício de ensinar e estudar, com outras atividades para melhorar a receita familiar. Para sobreviverem. O Estado não se comove nem um pouco com isso e a realidade municipal não é menos desafiadora para os professores. Espera-se há muito tempo que os responsáveis pelo ensino fundamental e médio sejam valorizados e tratados com dignidade no Brasil. Porém, no poder, as autoridades não enxergam o óbvio: o desrespeito aos professores, que sobrevivem com salários aviltantes, é na verdade um desrespeito à educação, à sociedade, ao cidadão. E o que se pode esperar de um governante que não respeita nada disso? Nada, é claro. Nas mãos dos desrespeitados, a saída, que passa pela exclusão de homens públicos sem compromisso com a educação do cenário político. Sem mandato eles farão o mesmo que fazem com mandato: nada. Sugiro ao eleitor, às portas de mais uma importante eleição, uma reflexão diante desse quadro desolador de desrespeito à educação. O voto consciente deve levar em conta as graves consequências sociais, culturais e econômicas causadas pela deficiência no ensino. Negligenciar questões dessa relevância resultará na formação de jovens sem rumo, despreparados para o mercado de trabalho, vulneráveis ao mundo torto das drogas e do crime. Que matam e morrem nas ruas das cidades a luz do dia. Respeitar o professor é um dever do Estado. A função deste profissional para a sociedade reveste-se de enorme importância. Afinal, que país construiremos para as futuras gerações com professores desmotivados e sem educação de qualidade? A priorização da educação em políticas públicas realmente transformadoras do deprimente quadro atual deve ser uma exigência da sociedade. Os indicadores de repetência no ensino fundamental, a discrepância entre idade e série, e ainda, a grande legião de adolescentes e jovens fora da escola no Brasil compõem um escandaloso fracasso coletivo – cuja maior responsabilidade, no entanto, pode ser imputada aos gestores públicos, que passam pelo poder sem dar aos professores o devido peso na hora de formular suas planilhas orçamentárias. SAÚDE Em campanha, a deputada Cida Diogo (PT/RJ), que concorre a uma vaga na Assembléia Legislativa, promoveu nesta no dia 19, uma audiência pública com a Subsecretária Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Ana Schneider. Na pauta, a condição dos serviços de saúde carioca para atendimento dos pacientes com Distrofia Muscular Atrófica, doença que atinge a parte neurológica e pode chegar a causar insuficiência pulmonar. Alguns portadores da doença também participaram da audiência. De acordo com a deputada, no município do Rio de Janeiro existem 15 pacientes em situação crítica. “A Distrofia Muscular Atrófica é degenerativa, se não tratada, com o passar dos anos atinge os músculos pulmonares e impossibilitam o funcionamento do órgão. Queremos garantir tratamento com equipamentos adequados para essas pessoas.”, destacou Cida Diogo. O VOTO JOVEM Apesar de ter caído o número de eleitores de 16 e 17 anos, conforme aponta o TSE, o voto jovem continua sendo disputado pelos candidatos. São os casos dos candidatos à Câmara Federal Glauber Braga (PSB/RJ) e Alexandre Serfiotis (DEM/RJ). Glauber Braga continua se reunindo com os jovens de todo o Estado do Rio. Os encontros são agendados por jovens lideranças municipais que se entusiasmaram com o breve, mas produtivo período, que o candidato socialista Glauber Braga assumiu uma cadeira no Congresso Nacional. Na região Sul Fluminense, outro jovem candidato à Câmara Federal, Alexandre Serfiotis (DEM/RJ), tem como alvo prioritário da sua campanha o jovem. Em suas palestras dirigidas aos jovens, Serfiotis elegeu como tema central a conscientização e a participação, sobretudo dos jovens, em defesa das reformas políticas no país. Serfiotis, segundos jovens da região que assistiram a sua palestra, tem um discurso moderno e corajoso. Na convocação que o candidato faz aos jovens para participar da vida política, um alerta: “responsabilidade na hora de votar, porque todos os políticos que estão exercendo mandato, inclusive os corruptos, foram eleitos pelo voto”. DEPOIS DA TEMPESTADE ... A chuva não espera pelas sempre demoradas decisões das autoridades. Em Quatis, um município tipicamente rural da região Sul Fluminense, a chuva tem feito um estrago nas estradas que cortam o município, causando problema no tráfego. A prefeitura, por meio da secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, informa que os reparos nas estradas estão sendo feitos em caráter de urgência, mas ainda assim, caminhões que transportam a produção agrícola das regiões afastadas do distrito Sede, para as quais o acesso só pode ser feito por uma estrada rural, têm recebido auxílio de máquinas da prefeitura para chegarem à cidade. O município de Quatis tem 350 quilômetros de estradas rurais que dependem do tempo para serem usadas. A VOLTA DO DIPLOMA A imprensa voltou a falar de jornalismo. Embora timidamente, os jornais noticiaram que a volta da obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo foi aprovada em comissão especial na Câmara dos Deputados. Em votação simbólica, os deputados ratificaram o parecer do relator Hugo Leal (PSC-RJ) que acompanha a proposta de emenda constitucional encaminhada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O Estado de S.Paulo foi o mais econômico na notícia, com uma nota minúscula na editoria nacional. A Folha de S.Paulo e O Globo deram mais espaço para o assunto, mas também não foram generosos. A luta continua! DE OLHO NA NOVA DUTRA A Nova Dutra é a empresa que administra a importante Rodovia Presidente Dutra, a conhecida Rio/São Paulo. O prestígio desta empresa, especialmente na região Sul Fluminense, não é lá grandes coisas. É comum ver a população reclamando da falta de passarelas. Uma reclamação justa, pois esta via divide os municípios por onde passa. A população de Resende e Itatiaia sofre na mão dessa empresa, insensível e irresponsável socialmente. O pedágio divide esses municípios que não recebem da Nova Dutra nenhuma contrapartida social visível. Em Itatiaia um longo trecho da Rodovia não tem proteção, permitindo o perigo acesso de veículos à pista, em ponto de alta velocidade. Estes veículos cruzam um terreno abandonado pela Nova Dutra. Um terreno baldio que serve apenas para depreciar o município de Itatiaia, reconhecido bela beleza turística. Outros problemas, sérios problemas, a Nova Dutra está causando à população, apontados com muita propriedade na carta do leitor Roberto Bahia, de Resende, que publico na íntegra: “Prezado Colunista,” “Como é sabido de todos, por uma decisão da Justiça, os veículos com placa de Resende passam pelo pedágio de Itatiaia sem pagar, em uma cancela nomeada e destinada a VEÍCULOS ISENTOS. Antes desta decisão, moradores de Resende pagavam pedágio para se deslocar para dentro do próprio município, tendo como principal destino o distrito de Engenheiro Passos”. “Dois exemplos de grupos isentos deste pedágio são:” “1º - os empregados da INB, que moram em Resende e se deslocam para Engenheiro Passos (onde a empresa está localizada) em seus veículos ou nos ônibus contratados pela empresa para esse transporte”. “2º - os moradores de Engenheiro Passos, que precisam se deslocar para a área central de Resende”. “O que se tem notado é que a Nova Dutra vem adotando medidas que tornam extremamente, e cada dia mais, lenta a passagem dos veículos na cancela de isentos. Funcionários da concessionária se colocam ao lado da cancela e aguardam a parada do veículo para tirar fotos de suas placas, e enquanto isso a fila de carros vai aumentando.” “Outro exemplo para o motivo desta demora na passagem pela cancela seriam as carretas e caminhões que passam por ela com a placa da frente nomeada como Resende e a placa de traseira nomeada com outro município, fazendo com que funcionários da Nova Dutra, além de tirar fotos de suas placas, abordem estes motoristas e solicitem o pagamento do pedágio, atrasando mais ainda o andamento da fila de veículos.” “Sem entrar no mérito do que pretende a Nova Dutra com essas medidas, o importante é registrar que, além dos transtornos que a excessiva demora na passagem do pedágio tem causado aos moradores de Resende, existe o risco a que estão sendo expostos os passageiros dos veículos particulares e ônibus que se utilizam dessa passagem exclusiva. Em diversas ocasiões, principalmente nos horários entre 07:00 e 08:00 e 17:00 e 18:00 (quando o fluxo de veículos de Resende aumenta consideravelmente devido ao início e término do horário administrativo da INB e escolar), a fila de veículos tem se estendido além dos limites da praça de pedágio, invadindo perigosamente a faixa direita da rodovia, tornando real a possibilidade de um acidente de grandes proporções, como um engavetamento de veículos, por exemplo.” “A Nova Dutra já foi acionada através de colegas que escreveram para lá (por meio do FALE CONOSCO do site) relatando essa situação e nada foi feito para dar solução. Na intenção de sanar este problema que está atingindo estes grupos já citados, solicito a publicação dessa carta de modo a sensibilizar as autoridades constituídas.” “Desde já agradeço.” Para não perder o costume, DE OLHO EM ITATIAIA – Até quando a empresa que recolhe o lixo da cidade vai continuar sujando as ruas dos bairros? Pode parecer estranha a pergunta, mas o fato é que os empregados dessa empresa, muito bem paga, por sinal, não são treinados e, ao invés de limpar as ruas, eles conseguem sujá-las ainda mais. E a razão desse desserviço é simples: os sacos de lixo das residências são acumulados em determinado ponto das ruas até a passagem do caminhão. Nesse período os cachorros de rua fazem a festa. Abrem os sacos atrás de comida e espalham o que sobra. Quando o caminhão passa, não recolhe o lixo espalhado, deixando as ruas completamente sujas. Para uma cidade turística é um belo cartão de visita. Será que na Prefeitura não tem ninguém capaz de orientar esse empresário do lixo e seus empregados? Com Karla Fonseca e Fernanda Leal
|