O eleitor já observou a aparência doente dos nossos políticos, minimizadas pela maquiagem, pintura dos cabelos e, às vezes, do bigode. E o que dizer da forma excessivamente arredondada da maioria deles? A obesidade, que para muitos é resultado da ociosidade, ganhou espaço confortável nas Casas de Leis e nos gabinetes das administrações públicas. Reparem bem a má forma física dos chamados representantes do povo. Será que o poder público, em todas as suas instâncias, está nas mãos de pessoas doentes? Não tenho resposta para esta pergunta. Mas, como tantos brasileiros, estou preocupado com a saúde dos homens públicos, não que eles mereçam, pois a julgar pelas aparências, eles não estão nem aí. Esta preocupação aumentou depois de ver uma foto nos jornais, ilustrando uma matéria sobre um evento ocorrido no Palácio Guanabara. O governador do Rio, Sérgio Cabral, ao lado do prefeito Eduardo Paes, do vice-governador Pezão e de prefeitos de alguns municípios do Interior, assinava um desses contratos de parceria que nunca se concretizam. Um encontro - é claro - regado a muita comida e bebida. Uma constatação óbvia: todos que apareceram na foto estavam exageradamente fora do peso. Obesos ou pré-obesos. E aí cabe uma singela pergunta: quem não cuida de si, terá condições de cuidar dos outros? Pode ser, mas não é fácil acreditar na seriedade de uma campanha de saúde pública, patrocinada por líderes políticos que sequer se olham no espelho e pagam o mico de andar com ternos apertados, camisas fora das calças, suados e ofegantes. Políticos, cuja silhueta denuncia visíveis problemas de saúde. Está na cara do Cabral que ele não resiste mais a uma partida de futsal, que ele diz gostar tanto, por mais de 5 minutos. Assim como o desajeitado Pezão não conseguirá lançar uma bola na cesta, mesmo tendo uma altura privilegiada. Impossível admitir que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, arranque para uma prova de atletismo sem que ao seu lado um assessor lhe ofereça uma máscara de oxigênio. Temos exemplos no Estado do Rio de homens públicos, com a saúde pra lá de comprometida. Está na cara, não precisa ser médico para constatar. Olhem para alguns prefeitos dos municípios do Sul Fluminense. Que tal o tamanho da barriga do prefeito Neto, de Volta Redonda, o mais próspero município do Sul do Estado. No mesmo quesito, pança graúda, a do prefeito de Itatiaia, Luis Carlos Ypê, não fica para trás. Não acredito que ambos teriam condições físicas de percorrer a pé ruas das suas Cidades que governam, para checar obras ou constatar problemas. Dessa fatia apetitosa e desenvolvida do Estado do Rio de Janeiro, se salva apenas o prefeito de Resende, Dr. Rechuan: jovem e de forma física invejável. Pode não ser por estas razões que a sua administração vem obtendo êxito, mas certamente, este fato tem ajudado, e muito. O que nos leva a crer que não passa pela cabeça do eleitor resendense recuperar velhas lideranças, nos pleitos futuros. Parece que Resende, à frente dos municípios vizinhos, já definiu o perfil do seu administrador: tem que ser jovem, competente e com boa forma física. Outro fato me motivou a escrever sobre este tema: o recente problema de saúde do presidente Lula, acometido de uma crise de hipertensão quando participava de uma série de eventos no Nordeste. O assunto é sério, gente, e evidencia um velho dilema: os homens públicos têm o direito de esconder da sociedade os seus problemas de saúde? Não. A resposta é curta e grossa, por uma razão muito simples: princípios éticos mais elementares. Mas, qual o homem público brasileiro capaz de admitir que não reúna condições físicas para administrar uma Cidade? Está para nascer. A história do Brasil registra casos de homens públicos que por pouco não repetiam a história do líder espanhol, El Cid, que no século XI era cantado pela lenda como o homem que liderou e venceu um combate, quando já estava morto, disfarçado em sua armadura. Espero que os políticos arredondados não recebam mal este meu comentário. Mas gente, com a saúde não se brinca, com a própria e muito menos com a da população. Quem tem saúde pensa, realiza, faz acontecer. A saúde de um homem público pode interferir na saúde de toda a sociedade. Quando a liderança está ameaçada, é natural o processo de desestabilização de uma ordem aparentemente estável, com a investida de pessoas e grupos para assumir aquele posto de comando. Não faltam “aliados” querendo o cargo de governantes sãos, imagina quando enfermos. A crise de pressão alta que atingiu o presidente foi apenas o sintoma previsível em qualquer pessoa sujeita ao quadro de tensão decorrente da imensa responsabilidade e, em muitos casos, do sobrepeso que carrega. O entendimento deve ser, pois, que qualquer homem público está propenso a sofrer os mesmos males dos pobres mortais, acrescidos daqueles resultantes do risco da atividade. O dilema é posto quando se questiona a necessidade de esconder sua condição, por temor à repercussão negativa sobre toda a sociedade. Não há como deixar de registrar neste contexto, saúde e homem público, o excepcional exemplo dado pelo vice-presidente José Alencar. Corrigiu-se, em tempo, do escorregão ao admitir-se em condições de disputar o governo de Minas. Reconsiderou a decisão e se contenta com o Legislativo. Não conheço notícia de nenhum outro dirigente que tenha exposto tão abertamente uma doença gravíssima, como é o câncer, sem que esse mal interfira na sua postura de homem público, exceto, naturalmente, quando é forçado ao internamento. Fora dessa condição limite, que está acima da vontade de cada um, ele amplia sua dimensão pessoal e prova que é possível, sim, reconhecer as limitações, sem perder a capacidade de decidir sobre questões de Estado. Essa humanização da doença é o que se espera de qualquer dirigente público, que fica engrandecido na fragilidade. Um poder público sadio, honesto, sem mácula se constrói com gente de ficha limpa, competente e com a saúde em dia. COMBATE À DENGUE As prefeituras parecem não estar nem aí para o problema da dengue. O Estado, nem se fala. Mas tem gente trabalhando sério para cortar este mal pela raiz. Como? Cortando as asas dos mosquitos. Essa é a sugestão de um grupo internacional de pesquisadores, que obteve uma nova linhagem de mosquitos modificados geneticamente para que as fêmeas não possam voar. O estudo, feito por um grupo do Reino Unido e dos Estados Unidos, será publicado esta semana no site e, em breve, na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Fêmeas do principal vetor da dengue, o Aedes aegypti, quando não conseguem voar, morrem rapidamente, reduzindo o número de mosquitos e, por consequência, a transmissão da doença, segundo os autores do estudo. Machos podem voar, mas não picam ou transmitem a doença. Um dos principais problemas de saúde pública no mundo, a dengue provoca anualmente de 50 milhões a 100 milhões de casos. Não há vacina para a doença, que coloca quase 40% da população global em risco. A notícia é boa, mas é para o futuro. Por enquanto, o poder público e o cidadão têm que continuar fazendo a sua parte: manter as Cidades limpas. DE OLHO NAS LICITAÇÕES Atenção prefeituras relaxadas com os processos de licitações que promovem. As empresas que fraudam licitações, pagam propina a servidores públicos ou pratiquem maquiagem de serviços e produtos fornecidos ao governo poderão ter novos tipos de punição. Para tanto, foi enviado ao Congresso Nacional projeto de lei que institui a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas por atos de corrupção praticados contra a Administração Pública nacional e estrangeira. Entre as punições, o patrimônio da empresa poderá ser atingido para efeito de ressarcimento dos prejuízos causados. Além disso, as novas punições prevêem multa (de 1% a 30% do faturamento bruto), impedimento de receber benefícios fiscais, suspensão parcial de atividades ou mesmo extinção da empresa, dependendo da gravidade do ilícito praticado. O senador Pedro Simon (PMDB/RS) elogiou a iniciativa do governo federal: “Irei pedir urgência para a aprovação desse projeto. Na prática, a proposta abre caminho para combater com todo rigor o principal elo da corrupção no país, que são os corruptores”, afirmou o senador. INB EMPRESA DO ANO Em eleição realizada pela revista Brasil Mineral, a INB (Indústrias Nucleares do Brasil) foi eleita como Empresa do Ano do Setor Mineral na categoria mineração de pequeno porte. Aproximadamente dois mil técnicos e empresários de todo o país, leitores da revista, participaram da votação que deu à INB o primeiro lugar com 42,2% dos votos. Como parte das atividades da INB na produção do combustível nuclear para geração de energia elétrica, a empresa minera urânio da sua jazida no Interior da Bahia, em Caetité. DE OLHO EM RESENDE Rechuan não para 1 - Eu disse no artigo que abre esta coluna, O Poder Doente, que quando um prefeito goza de boa saúde, ele realiza, faz acontecer. O prefeito José Rechuan (DEM) e o secretário municipal de Obras, engenheiro Rubens Almada, inauguram neste sábado, dia 27, às 8h30m, as obras de pavimentação da Avenida Juscelino Kubitscheck, que liga o Manejo, através da Avenida Coronel Mendes, ao bairro Itapuca. A avenida – que representa um dos acessos alternativos aos bairros da região da Grande Alegria - passou por obras de recuperação em uma extensão de 1.1170 metros, tendo recebido ainda serviços de melhorias no sistema de drenagem, próximo à sede da ARBR (Associação Recreativa Beira-Rio). Segundo Rubens Almada, há cerca de dez anos não eram realizadas melhorias nesta via. Rechuan não para 2 – No mesmo dia, 27, o Prefeito participa de uma caminhada com o tema “ Diga não às drogas”. A caminhada será realizada até o Centro de Convivência Refazendo, da Organização Não Governamental SER (Sempre Refazendo), que se localiza nas proximidades da Avenida Juscelino Kubitscheck. A caminhada marcará também o lançamento oficial do material informativo (cartazes e folhetos) com informações sobre as entidades que prestam apoio à recuperação de dependentes químicos. Este material foi produzido através de uma parceria com o Conselho Municipal de Políticas Sobre Drogas. Perguntar não ofende – O ônibus que a VW doou para o Resende F.C não é muita areia para o caminhão de um time que luta contra o rebaixamento? DE OLHO EM ITATIAIA Reforma 1 – Integrantes dos partidos da base aliado do governo Ypê ficaram frustrados com a reforma administrativa realizada pela prefeitura de Itatiaia. O prometido enxugamento da máquina não aconteceu. Ao contrário – dizem eles - aumentou o número de secretários e, com isso, o número de cargos comissionados. Em visita à Boca Maldita do Jardim Itatiaia, alguns insatisfeitos dizem não encontram explicação para a nomeação de uma professora de Educação Física, Adriana Fontes, como secretária de Governo. “Nós sabemos que o Prefeito está fora de forma, mas não precisava dar um cargo tão importante a uma personal trainning” desabafaram. Que maldade, gente! Reforma 2 – Além de desagradar aos aliados, custou caro ao município a aprovação na Câmara Municipal dessa reforma. Eles não engoliram a farta distribuição de cargos na administração pública em troca dos votos dos vereadores. Dizem os inconformados que a maioria dos vereadores revelou voto contrário à reforma, mas, curiosamente, ela foi aprovada. São os mistérios que rondam a Casa de Leis de Itatiaia. Não há vagas – A Prefeitura de Itatiaia, através do questionável expediente da renúncia de receita, atraiu algumas empresas para o município, prometendo empregos para a população. Muitas pessoas disputam estas prometidas vagas. Porém, poucos, muito poucos mesmo, serão aproveitados. Falta qualificação à população de Itatiaia. No futuro, tanto a população quanto o município sairão perdendo com o prometido desenvolvimento. Renúncia de receita só com garantia de retorno, através da melhoria da qualidade de vida da população. Tem que valer muito a pena liberar geral. Com Karla Fonseca e Fernanda Leal |