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Rio, 19 de Outubro de 2009
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Guerrilha Urbana

O que aconteceu no último sábado no Rio, com traficantes derrubando um helicóptero da PM e matando dois soldados, não pode ser considerado como normal apesar de sabermos que o Rio vive há algum tempo sobre domínio de uma guerrilha urbana. A verdade é que, mais que nunca, os traficantes estão melhor armados que a Polícia. Eles dispõem de uma grande variedade de armamentos pesados e de munição, o que lhes dá condições de estarem sempre prontos a encarar as forças legais e infligir-lhes perdas frequentes.

É preciso deixar claro, em primeiro lugar, que o Estado está certo em não dar tréguas ao crime organizado que hoje ocupa as comunidades carentes, onde consegue mais facilmente cooptar jovens para o seu sujo trabalho. Mas o que se sente é que além de um maior contingente de homens - o que vem sendo providenciado de forma a dobrar o atual quadro corporativo - a Polícia Militar precisa de melhor se equipar em termos de armamentos. Não dá para deixar que seus helicópteros possam ser facilmente abatidos pelos bandidos.

Mas ao mesmo tempo em que o Estado se prepara para o enfrentamento, se faz necessário que o governo federal melhore seus serviços nas fronteiras abertas do Brasil. Não é possível que o Ministério da Defesa permaneça impassível diante da constatação de que o armamento usado pelos traficantes entra no País juntamente com a droga. Se faz necessária uma presença mais ativa das nossas forças armadas, desde as fronteiras com os países vizinhos, até os aeroportos e portos marítimos e fluviais. As armas usadas pelo pessoal do tráfico não são fabricadas no Brasil. Vêm de fora. Assim, se faz necessário um trabalho permanente de policiamento para conter sua entrada. Se isso não for feito a situação tende a piorar ainda mais, ficando a Polícia Militar sem condições de combate.

 
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